Tem diferenca entre patrocinar um projeto academico e sentar ao lado do estudante para escrever codigo que vai para producao. A DW-Corp escolheu a segunda opcao, e faz isso dentro da UnB de forma constante, nao como acao pontual de marketing.

Por que uma empresa investe em P&D dentro da universidade
Pesquisa e desenvolvimento custa tempo e dinheiro, e o retorno raramente aparece no trimestre seguinte. Entao por que fazer? Porque os dois problemas mais dificeis de qualquer empresa de software (resolver questoes tecnicas reais e encontrar gente boa para resolve-las) sao exatamente os problemas que a universidade tambem esta tentando resolver.
Quando esse encontro e bem feito, todo mundo ganha. A empresa testa ideias e tecnologias com menos risco. A universidade aproxima o ensino de problemas concretos. E o estudante sai da graduacao ja sabendo o que e entregar software de verdade, e nao apenas passar numa prova.
UnB Gama, o LAPPIS e o que hoje e LabLivre
A principal parceria da DW-Corp e com a UnB, mais especificamente com o campus da UnB Gama, a Faculdade do Gama (FGA). E la que fica o LAPPIS (Laboratorio Avancado de Producao, Pesquisa e Inovacao em Software), hoje conhecido como LabLivre.
O laboratorio e o ponto de encontro. Nao e uma sala emprestada para uma palestra por semestre: e o espaco onde alunos, professores e a empresa trabalham lado a lado em software que precisa funcionar de verdade.
"Construir coisas de verdade" nao e figura de linguagem
A parte que diferencia essa parceria e simples de descrever e dificil de fazer: construir coisas juntos. Nao simulacoes, nao exercicios de gaveta, mas sistemas reais, com requisitos reais, prazos e aquelas decisoes chatas que so aparecem quando algo vai para producao.
Isso muda a natureza do aprendizado. Um estudante que participa de uma entrega de verdade lida com revisao de codigo, integracao, divida tecnica e a diferenca entre "roda na minha maquina" e "funciona para o usuario". Sao coisas que nenhuma prova ensina.
Foco duplo: produto e formacao
A pesquisa aqui nao persegue publicacao por publicacao. O foco esta em dois lugares bem concretos: desenvolvimento de produto e formacao de profissionais.
Desenvolvimento de produto porque as ideias precisam virar software utilizavel, e o laboratorio e um bom lugar para experimentar arquiteturas, ferramentas e abordagens antes de comprometê-las com um cliente. Formacao porque cada projeto e, na pratica, um estagio de alto nivel: o estudante aprende fazendo, com quem ja faz. Os dois se reforcam. Produto melhor exige gente melhor, e formar gente melhor exige produto real para praticar.
O elo com o Software Craftsmanship Brasilia
Nada disso funcionaria sem uma cultura tecnica compartilhada, e e ai que entra o Software Craftsmanship Brasilia (SCCB). A iniciativa traz para dentro dessa colaboracao a enfase no bem feito: codigo limpo, testes, revisao entre pares, aprendizado continuo.
O SCCB da o vocabulario e os valores comuns que fazem empresa, professores e estudantes falarem a mesma lingua na hora de construir. E o que impede que "construir junto" vire so "juntar gente na mesma sala". Vale um esclarecimento: essa frente com a UnB, o LAPPIS/LabLivre e o SCCB e distinta do LabTech, que e uma iniciativa da UDF.
O que vem pela frente
Parceria universidade-empresa costuma falhar quando e decoracao: um logo num banner, uma bolsa esquecida numa gaveta. A da DW-Corp aposta no contrario, com presenca constante, construcao conjunta e foco em duas coisas que importam de verdade, produto e pessoas.
E um investimento de prazo longo e retorno composto. Cada software entregue deixa codigo, e cada estudante formado no processo vira profissional, as vezes o proximo colega de equipe. Construir junto, no fim, e a forma mais honesta de construir o futuro.

