Entre 18 e 22 de junho de 2025, a Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília, virou o formigueiro gigante de sempre: milhares de campuseiros, cabos de rede pra todo lado e aquela energia de quem passa a madrugada codando. No meio disso, a DW Corp, junto com a Software Craftsmanship Community Brasília (SCCB), assumiu um desafio de gente grande: conduzir uma trilha inteira de conteúdo no CPBR17.
Não foi uma palestra solta. Foi uma programação de ponta a ponta, pensada para levar o campuseiro da primeira linha de código até discussões de arquitetura, segurança e carreira.
Quem levou a trilha
A curadoria e boa parte das sessões saíram da comunidade que a DW Corp ajuda a manter. À frente, Danrley Pereira, líder da SCCB e consultor de engenharia de software, dividiu o palco com nomes como Polyana Cunha, Gabriel Faria, Aulus Diniz, Lucas Dórea, Joseph Felipe, Pedro Druck e outros convidados. Muita gente ali é fruto do próprio programa de formação da empresa — e voltou como palestrante.
Da prototipagem com IA à segurança web
Os temas cobriram um espectro que raramente aparece junto no mesmo palco:
- Vibe Coding à Prova de Erros (Danrley Pereira e Lucas Dórea) mostrou como gerar protótipos de forma ágil com o Claude Code, economizando tokens, reduzindo o impacto energético e mantendo o controle sobre o código gerado.
- Código com Alma: Desperte o Artesão em Você trouxe o Software Craftsmanship na veia — TDD, XP e mentoria como forma de elevar a qualidade sem perder agilidade.
- Como não ser pego de calça curta? (Danrley e Pedro Druck) foi direto ao ponto sobre segurança: OWASP Top 10, OAuth2, JWT e exemplos práticos em React e Flask.
- Desvendando o C (Danrley, Gabriel Oliveira Faria e Polyana Cunha) mergulhou nos fundamentos: gerência manual de memória, alocação e os detalhes que fazem diferença.
- Desmistificando a Clean Architecture (Gabriel Faria e Polyana Cunha) organizou a casa: camadas, fluxo de dependências e projetos testáveis e escaláveis.
- De Bugs a Bots (Aulus Diniz, Joseph Felipe e Lucas Dórea) discutiu como a IA está mudando a qualidade de software, dos testes à documentação.
Painéis, ágil e empreendedorismo
Além dos workshops técnicos, a trilha abriu espaço para conversa de verdade. Metodologia Ágil: de Comer? desmistificou o Manifesto Ágil; Startups — Pivotar ou Persistir? virou um debate aberto sobre empreendedorismo com o público participando; e Perspectivas cruzadas: Dev, QA e Gestão juntou funções diferentes para falar de Scrum, comunicação, backlog e — algo raro nesses palcos — saúde mental do time.
Por que fazer isso
Assumir um palco inteiro dá trabalho. Então por que fazer? Porque combina três coisas que a DW Corp leva a sério: comunidade, formação e autoridade. A empresa acredita que compartilhar conhecimento é a forma mais honesta de construir relacionamento — e a Campus Party é o lugar perfeito para isso, com um público faminto por aprender e criar.
O que fica
O CPBR17 terminou, mas a trilha deixou marca: novos campuseiros descobriram Software Craftsmanship, gente da comunidade estreou no palco e a SCCB reforçou seu papel de formar artesãos de software em Brasília. Nos próximos artigos, vamos abrir cada uma dessas sessões em detalhe. Fica o convite: da próxima vez, a gente te vê no palco.


